quarta-feira, 18 de março de 2009

Administrando o tempo

Introdução

A maioria das pessoas reclama da falta de tempo que dispõe para suas atividades diárias devido à enorme carga de tarefas que tem para executar.

O que ocorre é que as pessoas quando aprendem em um curso acadêmico, ou mesmo ingressam de alguma forma em uma função, profissão, são sempre instruídas sobre “O que” fazer sendo ignorado o modo como se fazer o trabalho, principalmente aos detalhes que fazem o diferencial para se obter uma maior eficiência e eficácia. Não basta ser especialista no que se faz, é que preciso ter noções da melhor maneira de realizar o trabalho.

Como administrar melhor o seu tempo?

Tempo é das coisas mais indefiníveis e paradoxais: o passado já se foi, o futuro ainda não chegou, e o presente se torna o passado, mesmo enquanto procuramos defini-lo, e como se fosse um relâmpago, num instante existe e se extingue.

Na maioria dos casos, a análise revela que, com alguns ajustes, o indivíduo poderá produzir muito mais, com menos dispêndio de esforços. Chama-se “trabalho inteligente”.

ORGANIZE UMA AGENDA DO TEMPO.
Para identificar com precisão como você ocupa o seu tempo, faça uma agenda, dimensione exatamente o percentual de tempo utilizado em cada tipo de atividade. Pois não podemos controlar nosso tempo se não sabemos exatamente como o estamos utilizando. Geralmente somos levados a achar que sabemos como utilizamos nosso tempo, mas nem sempre isso é verdade. O princípio básico para utilizar bem o tempo é priorizar as tarefas realmente importantes e que nos trazem maiores resultados, aquelas que sempre deixamos para executar depois das mais fáceis!
Avaliar a forma como utilizamos nosso tempo é o primeiro passo que devemos dar, e após isso questionar: Os resultados seriam melhores se eu passasse o meu tempo trabalhando em outra atividade? Como eu poderia executar as tarefas mais importantes com mais freqüência e eficiência?
Um outro aviso importante: Geralmente seus colegas de trabalho tem o costume de lhe passar material, assuntos e tarefas que não dizem respeito à sua atividade principal(ao seu foco). Este tipo de material deve imediatamente ser retornado à pessoa que realmente deve dar continuidade. Responda na própria correspondência e retorne imediatamente. Não deixe nada entulhando sua mesa ou caixa postal de e-mail. Sempre que possível evite dar respostas como: Vou ver e lhe retorno depois!. Assim que tiver um retorno lhe informo!. Dê as informações necessárias já no momento para que a pessoa mesmo pesquise sozinha!. Não atue como intermediário de nada.
Você realmente sabe como usar seu tempo?

A primeira medida para melhorar a utilização do tempo é verificar como ele vem sendo empregado. Muitas pessoas imaginam que sabem como usam seu tempo, mas quando eles são registrados, numa “tabela de tempo”, o resultado é surpreendente para estes indivíduos.

Algumas situações comuns observadas numa tabela de tempo:

Decisões sobre assuntos importantes;
Conversas telefônicas que se estendem demasiadamente;
Períodos de interrupções constantes;
Concentração em assuntos poucos importantes;
Períodos de “escravidão ao papel”, onde se manuseiam muitos papéis sem importância;
Falta de tempo para pensar e planejar, ficando escravo da rotina;
Períodos de grandes atividades consertando ou refazendo atividades anteriores.

Para efetivamente avaliar a utilização do tempo, é necessário questionar o efetivo uso do mesmo.


Quanto tempo utilizar em cada tarefa?

A lei de Parkinson diz que o trabalho tende a preencher (ou adaptar-se) ao tempo disponível ou alocado para ele. Se você alocar uma hora para uma determinada tarefa, terá mais chances de terminar o trabalho dentro desse prazo, caso estabeleça duas horas para o mesmo trabalho provavelmente utilizará as duas horas para o trabalho.Estabeleça sempre a quantidade de horas e datas para conclusão de projetos, provavelmente descobrirá um meio de fazê-lo dentro do prazo estabelecido por você, e sua produtividade aumentará bastante.

A Lei de Parkinson explica esse… fenômeno: o trabalho existente aumenta a fim de preencher e ocupar todo o tempo disponível para a sua conclusão.
Dividindo seu trabalho de rotina em lotes.

A divisão em categorias e o agrupamento de seu trabalho podem ser chamados de "agrupamento". Processe as informações e as tarefas semelhantes em lotes, reduzindo dessa forma, o desperdício e o deslocamento. Você executará cada tarefa de forma mais eficiente.Muitos elementos de seu trabalho podem ser reduzidos a simples rotinas que lhe permitirão concluir tarefas semelhantes no mínimo tempo possíveis. Esses tipos de tarefas realmente se prestam ao agrupamento. As vantagens de abordar o seu trabalho dessa maneira são várias.Você verá que o trabalho em lotes permite que você se prepare e se organize para ele de uma só vez, ao invés de ter de fazê-lo várias vezes se o trabalho for feito aleatoriamente.

Superando o adiamento

O adiamento provavelmente consumirá mais tempo no seu local de trabalho do que em qualquer outro lugar. Se você for uma pessoa que costuma adiar, a mudança de atitude para o Faça Agora será um elemento chave para ajudá-lo a identificar onde existe adiamento nos seus hábitos profissionais e a superá-lo.
A maioria das pessoas é muito inteligente, até mesmo engenhosa, no que diz respeito a adiar as coisas. "Eu não tenho muito tempo" é uma desculpa comum. "Eu acho que eles disseram que não estariam aqui hoje, então eu não liguei." "Não é tão importante." A lista e motivos pelos quais uma tarefa não pode ser concluída são intermináveis.
Seja tão esperto para concluir as coisas quanto o é para adiá-las. Insista até encontrar a solução para cada problema sem adiá-lo. É aí que você deve concentrar o poder de sua mente, e não em desculpas inteligentes.
As oito maneiras de superar o adiamento:
1) Faça agora e fará uma vez somente: Não fique lendo e relendo para fazer uma ação. Leia e aja.
2) Clareie a sua mente: Não postergue nada. Programe o que você vai fazer e realmente faça ou esqueça o que você não vai fazer.
3) Resolva os problemas enquanto eles são pequenos: Caso contrário seus problemas crescerão e consumirão mais tempo.
4) Diminua as interrupções desnecessárias: Isso o ajudará a ser mais produtivo.
5) Coloque os atrasos em dia: Os trabalhos atrasados criam o seu próprio trabalho extra.
6) Comece a operar visando o futuro e não o passado: Trabalhe sempre de forma preventiva, antecipando-se.
7) Pare de se preocupar: O grande dano do adiamento é o cansaço mental e psíquico que isso causa.
8) Agora se sinta melhor em relação a si mesmo: A conclusão de tarefas evita o estresse e a ansiedade e traz mais autoconfiança e auto-respeito.

Esqueça lembrando

A maioria das pessoas tem certo orgulho da sua capacidade de se lembrar de "tudo" o que deve ser feito. É um jogo mental que fazem. Embora possam ter sido bem-sucedidas em certa época, o ritmo atual do trabalho e da vida particular e o volume de atividades com as quais devemos estar em dia aumentaram tanto que é impraticável estar por dentro de mil coisas a fazer. Essa preocupação constante de tudo o que precisa fazer, lembrar-se de tudo, simplesmente lhe sobrecarregam, principalmente porque acaba se lembrando de "tudo" nos momentos menos interessantes.

Os executivos e gerentes deveriam se interessar mais em esquecer todas as coisas que têm a fazer. Sim eu disse esquecer. O que as pessoas precisam é de ter um sistema adequado em prática para se lembrar dessa infinidade de detalhes quando, e só quando, for preciso.

Parece loucura? Na verdade não é.


Três princípios gerenciais clássicos de administração de tempo
Três princípios gerenciais clássicos de administração de tempo estão sendo seriamente questionados pelos estudiosos.

Estes conceitos são:

Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.
Cuide primeiro dos assuntos urgentes.
Distribua uniformemente sua carga de trabalho.

O fato é que todo mundo já utilizou estas técnicas freqüentemente com algum grau de sucesso. No entanto, renomados experts como Peter Drucker, Merrill Douglass e o filósofo do século XX, Vilfredo Pareto, afirmam que elas precisam ser descartadas a fim de abrir caminho para métodos mais eficazes.

Aparentemente, as regras são boas. Cada uma delas, entretanto, contém aspectos negativos. Analisemos em separado estas diretrizes para descobrirmos por que elas precisam ser riscadas do livro de regras gerenciais.


1. Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente e concentre-se nelas até que todas estejam executadas.

O que há de errado nisto? Uma porção de coisas. Conforme Drucker aponta, é preciso equilibrar o trabalho com o tempo. Lembre-se que o tempo é imutável, ao passo que o trabalho é flexível como massa para modelar. Ele pode ser pressionado, moldado, reformulado e dividido. Portanto, o trabalho deve sempre subordinar-se ao tempo disponível. Atacar com entusiasmo sua lista diária de itens a fazer não é suficiente. O tempo deve ser realisticamente programado para que as tarefas certas realmente sejam feitas.

2. Cuide primeiro dos assuntos urgentes.

Se é urgente, deve ser importante, certo? Errado! Quem é que diz que o assunto é urgente? É você, seu chefe, sua secretária, um cliente, um empregado, um vizinho? Urgente implica em necessidade de atenção imediata. Mas quem está exigindo atenção imediata? Como a tarefa em questão se relaciona com os objetivos a serem atingidos? Na realidade, existe um relacionamento matricial entre assuntos urgentes e importantes. Esta correlação pode ser simplesmente citada como: "Assuntos urgentes podem ser importantes, mas não necessariamente." São quatro os possíveis relacionamentos. O assunto pode ser:

Tanto importante quanto urgente
Ex.: você está quase perdendo seu principal cliente.

Importante mas não urgente
Ex.: planejamento estratégico para os próximos três anos.

Urgente mas não importante
Ex.: a maioria do telefonemas.

Nem urgente nem importante.
Ex.: conversa fiada ou comentários excessivos sobre o jogo de futebol da semana passada.

Conclui-se, portanto, que assuntos importantes (os que têm vínculo com os objetivos) deverão sempre ter prioridade sobre assuntos meramente urgentes (os que pressionam pelo tempo), uma vez que atenção deixará pouco tempo para fazer o que realmente é importante.

3. Distribua uniformemente sua carga de trabalho.

Há quase 100 anos, Pareto questionou este conceito. O Princípio de Pareto postula que para qualquer número de itens, um pequeno número destes itens é muito mais importante do que o restante. Por exemplo, 20% dos clientes de uma companhia provavelmente são responsáveis por 80% das vendas, ao passo que 20% dos itens em estoque podem representar 80% do inventário. O Princípio de Pareto é uma prescrição de discriminação. Ele propõe dedicar mais atenção aos itens importantes e menos atenção aos itens de menor importância.

Conclui-se, portanto, que uma carga de trabalho uniforme, que trata de todas as tarefas da mesma maneira, não atende à necessidade do executivo. O esforço concentrado em poucos assuntos importantes é que abre o caminho para a produtividade gerencial.

Alguns passos para gerenciar seu tempo com maior eficácia

Mesmo com os três conceitos "furados" colocados em perspectiva, a questão permanece. Que regras poderão realmente ajudar-me a melhor administrar meu tempo?

O primeiro passo para melhor administrar o tempo é determinar como é utilizado. A maioria as pessoas acha que sabe como ocupa seu tempo mas, comumente, quando os fatos são registrados num quadro de tempo, o resultado é surpreendente.

Situações típicas demonstradas nesse quadro são:

Julgamentos bruscos feitos em relação a assuntos altamente importantes;
Conversas telefônicas que se estendem em demasia;
Períodos de incessantes interrupções nos quais nada de significativo é feito;
Longo envolvimento em assuntos de pouca importância que poderiam ser delegados ou ignorados;
Períodos de escravidão à burocracia, nos quais a "papelada" domina o dia;
Ausência de tempo para pensar ou planejar.

A percepção de como você usa seu tempo implica num esforço de cronometrar suas atividades diárias e registrar os resultados para análise.

Para ajudar a capturar seu dia como ele realmente é, siga estes passos:

Passo 1 - Faça um quadro de tempo.

Use uma agenda, um caderno ou um bloco e anote de 30 em 30 minutos o que você esteve fazendo durante a meia hora que passou. Registre suas atividades por uma semana.

Passo 2 - Reveja o quadro.

Faça um resumo dos resultados. Veja quanto tempo você gastou em assuntos realmente importantes, quanto tempo foi gasto inutilmente e quanto foi dedicado à rotina.

Passo 3 - Reflita.

Você está realmente aplicando o tempo nos assuntos que o ajudarão a atingir seus objetivos? (você poderá concluir que, certamente, seu tempo não está sendo bem utilizado, mas justifica assim "não existem horas suficientes no dia e, além disso, as pessoas vivem me interrompendo.") Para resolver este problema, examine os maiores estranguladores de tempo e deixe mais tempo livre para os assuntos importantes.

As seguintes atividades tendem a dominar o dia do gerente/profissional:

- Papelada - Aguardando assinatura ou leitura;
- Reuniões - Programadas ou não;
- Diálogos - Conversas e discussões;
- Chamadas Telefônicas - Recebidas e/ou feitas por você.

Para ganhar tempo, analise seu dia visando eliminar atividades inúteis. Aqui estão alguns indicadores para manter-se livre da maioria dos estranguladores de tempo:

Passo 4 - Pergunte a você mesmo se realmente precisa ver toda aquela papelada.

O fato de ter sido mandada para você não significa que deva perder tempo com ela. Faça uma lista dos documentos que recebe; classifique-os em grupos de prioridades A, B e C. Então, delegando, eliminando e condensando, reduza drasticamente seu gasto de tempo com os itens C e, em menor grau, com os assuntos B, permitindo desse modo, mais tempo para os de prioridade A.

Passo 5 - Discipline suas reuniões para obter resultados mais eficazes em menos tempo.

Volte às bases. Todos conhecem o assunto e o objetivo da reunião? É comum os participantes não saberem o objetivo da reunião (às vezes, nem o líder tem uma idéia clara). Estabeleça o objetivo da reunião de forma cristalina. Antes dela, faça uma agenda detalhada e, finalmente, registre os resultados em ata.

Pergunte-se também se a reunião realmente é necessária. Talvez não seja e, sim, uma perda de tempo para todos os participantes.

Passo 6 - Determine quanto tempo você dispõe para diálogos (para ouvir, resolver problemas, conversar); então, racionalize o seu tempo de acordo.

Precisa receber todas as pessoas que querem falar com você? E pelo tempo que elas quiserem? Obviamente não. Muitos dos seus visitantes poderão ser bem atendidos por outra pessoa que não você. Se tiver outras prioridades, é uma prerrogativa sua determinar os limites de tempo dos seus diálogos. Redobre, portanto, seus esforços para organizar sua agenda de entrevistas.

Passo 7 - Estabeleça um código de conduta telefônica.

Evite escravizar-se ao telefone. Agrupe as ligações para logo se ver livre delas. Evite interrupções telefônicas quando estiver trabalhando em assuntos importantes (desligue o aparelho, ou peça a alguém para anotar recados). Se precisa fazer ligações diariamente, tente estabelecer um horário para isso. Evite pegar o telefone impulsivamente - organize seus pensamentos e discuta os assuntos em uma seqüência ordenada.
De volta aos antigos conceitos.
Para administrar eficazmente o seu tempo, basta fazer uma revisão nos conceitos "furados". Com o acréscimo de algumas palavras, os velhos conceitos se transformam em poderosas diretrizes gerenciais. Eis a versão revisada:

1) Faça uma lista das tarefas que você precisa executar diariamente; então, estabeleça prioridades e programe as atividades, concentrando-se nestas tarefas até que os itens programados estejam executados.

2) Cuide primeiro dos assuntos importantes; estes devem sempre prevalecer sobre aqueles que meramente parecem urgentes.

3) Distribua sua carga de trabalho proporcionalmente de acordo com a importância dos assuntos que você tem à mão.

Estas mudanças, aparentemente sutis, transformam os três conceitos "furados" de tempo em regras altamente eficazes. Siga estas diretrizes e você se tornará mais eficaz - produzindo mais em menos tempo.
COMO DELEGAR

A delegação determina em grande parte a sua eficácia como executivo, gerente ou supervisor. A qualidade do seu trabalho também depende de sua capacidade de delegar adequadamente. Se você o fizer, multiplicará a sua produtividade.

Quanto mais cedo detectar, no seu processo de planejamento, a sobrecarga de trabalho, sua ou de outra pessoa, mais eficaz você será corrigindo o problema. Não espere fazer tudo sozinho.

Talvez você perca muito tempo tentando dominar algo em que não é muito bom. Delegar, apropriadamente, à pessoa certa, com experiência adequada, é uma das habilidades executivas mais importantes. Quando você delega, está designando uma tarefa a uma pessoa e a autoridade para executá-la, mesmo que não transfira a sua responsabilidade pessoal, que continua com você.

O Delegante Eficaz
1. Identifica a pessoa certa para fazer o trabalho.2. Delega agora, dando tempo suficiente para a conclusão.3. Expõe claramente o objetivo.4. Fornece todas as informações necessárias para a conclusão da tarefa.5. Certifica-se de que o staff entendeu a tarefa antes de começar a trabalhar.6. Marca uma data para conclusão.7. Incentiva um plano de projeto por escrito.8. Monitora periodicamente a evolução.9. É acessível para esclarecimentos e conselhos.10. Assume a responsabilidade, mas dá crédito à pessoa que realizou o trabalho.11. Ajuda o staff a crescer, conferindo-lhe novas responsabilidades

Faça agora

O primeiro passo para começar a aproveitar melhor o tempo é organizando o espaço de trabalho.
É necessário começar pelas pilhas de papéis e documentos que povoam mesas dos escritórios.
Ao pegar no papel ou documento pela primeira vez deve-se resolver de imediato, tratar do assunto e direcionar o papel para o lugar certo.

Não se pode usar dos adiamentos, pois quanto mais adiar-se uma tarefa, outras mais se acumularão. Portanto, ao se tratar de um assunto, deve-se resolver no ato (faça agora), para não simplesmente trocar o problema (papel) de lugar.

Além disso, é importante que se faça tudo de uma vez só, não compensa perder tempo para ler cada um dos documentos, para ler depois analisar e por fim tomar uma providência. O correto é logo que se começar a resolver um assunto, o fazê-lo de uma só vez, eliminando-se etapas desnecessárias do processo de trabalho.

Outro aspecto importante é trabalhar-se com a mente limpa. Milhares de afazeres menores rondam a mente tirando a atenção da pessoa do assunto a ser tratado no momento por serem puxados pela memória. Por isso, devem-se eliminar essas pequenas coisas para depois se ter maiores concentração maiores facilitando-se sua execução.

Além do que, a importância de se tratar de pequenos problemas está no fato de que assim evita-se que se tornem problemas maiores e mais difíceis de resolver.

Muitas vezes durante o dia as pessoas são interrompidas pelos chefes, companheiros de trabalho, subordinados e clientes, justamente por não resolverem pequenos problemas piorados com os adiamentos.

Atrasos geram problemas, e problemas geram interrupções que atrapalham o desenvolvimento das atividades nas quais se está trabalhando.

Desta forma faz-se necessário identificar as prioridades de trabalho, reservando-se tempo para elas, identificar-se as causas e remediá-las.

Devemos focalizar aquelas atividades que mais podem contribuir para atingir os objetivos globais previstos.

Questionar sempre as urgências, usando os seus critérios e comprando-os com os do interlocutor.

Preocupações impedem pessoas de visualizar o futuro, as prendem a fatos passados, impedindo-as de desempenharem boas ações no presente.

Resolvendo primeiramente as tarefas mais desagradáveis ao invés de adiá-las, evitam-se tais preocupações e, sentindo-se melhor, as pessoas trabalham melhor.

Naturalmente, não são todas as tarefas que são possíveis de serem resolvidas no exato momento, algumas dependem de outras pessoas ou fatos, dados indispensáveis momentaneamente, e são essas que devem ser classificadas como pendências. Há também de se ter pertinência, pois há tarefas que são verdadeiramente bobas e não devem merecer atenção imediata.
LIDANDO COM AS INTERRUPÇÕES.

Nem todas as interrupções, obviamente são ruins. Na verdade, existem algumas interrupções boas, aquelas onde se discutem boas idéias.
Para cortar interrupções indesejáveis:

- Elimine os assuntos atrasados para não ter de enfrentar as conseqüências;
- Lide com as coisas de forma total e correta, para reduzir os pedidos de correções.
- Dê instruções claras e completas para os seus subordinados a fim de reduzir os pedidos de esclarecimento e as suas frustrações quando as coisas não forem feitas da maneira certa na primeira vez.
- Lembre-se de que a sua função é educar os seus funcionários quanto à forma de executar tanto as tarefas de rotina quanto os trabalhos maiores.
- Quando deixar recados, deixe informações completas.
- Peça que se anotem recados completos quando os outros lhe ligarem.
- Lide com as interrupções expondo as suas limitações de tempo. "Temos apenas 20 minutos para esse assunto!"
- Apóie uma cultura com menos interrupções.
- Comece a dividir a sua comunicação em lotes. Evite a cada assunto que surge discutir imediatamente com o responsável por isso. Em vez disso discuta vários problemas no mesmo momento.

Como priorizar assuntos em função de importância e urgência?

A TIRANIA DA URGÊNCIA RESIDE NA SUA DISTORÇÃO DE PRIORIDADES - PELO SUTIL DISFARCE DE PROJETOS MENORES COM STATUS MAIOR, COMUMENTE SOB A MÁSCARA DE “CRISE”.

Assuntos importantes são aqueles que são relevantes em termos de nossos objetivos.
Urgências são caracterizadas por uma necessidade premente de se realizar atividades dentro de um prazo específico, podendo ser ou não coincidente com um assunto importante.
Programar seu tempo ou seu trabalho?

“O que é que eu realmente consegui fazer hoje?”, quando, no fundo, você já sabe qual é resposta. Como é que pode acontecer este fenômeno?

É porque nos deixamos ser controlados pelas urgências dos outros, mesmo quando estes assuntos não contribuem de nenhuma forma para objetivos em mira.
Devemos nos perguntar onde estamos e para onde estamos tendendo

PETER DRUCKER fala que: não conseguimos atingir nossas metas diárias porque, em termos de administração de tempo, procedemos de maneira totalmente inversa, isto é, procuramos espremer uma “massa” que se encontra em processo de constante expansão, dentro de um compartimento rígido e limitado.

O importante é procurar alocar previamente uma parcela de tempo para a execução de tarefa, executando, em primeiro lugar, aquela tarefa que produzir mais resultados ou conseqüências.

Aceitar o fato de que nunca conseguirá dar conta de todo o trabalho que lhe for atribuído;
Aceitar que outras pessoas podem ser tão competentes do que você e, portanto, têm capacidade para executar tarefas que “só você sabe fazer”;
Manter-se no ataque;
Concentrar-se naqueles itens que realmente são importantes;
Delegar;
Planejar seu dia em termos de tarefas específicas a serem executadas durante períodos pré-determinados;
Começar seu dia sempre pela execução das tarefas mais importantes.
Tarefas importantes e tarefas urgentes

O combate a URGÊNCIAS é fundamental para a concentração do tempo nas IMPORTÂNCIAS.
Para combater as URGÊNCIAS é preciso que:
Evite sempre o uso da palavra NÃO;
Transfira para outra pessoa o atendimento;
Determine o momento que você vai resolver o problema do outro.

O que é inesperado não é necessariamente importante! Diante do inesperado, resista à tentação de execução imediata, procurando antes identificar a importância/urgência da tarefa.
Ordem

Pessoas têm mania de guardar coisas sob o pretexto de talvez precisar delas mais tarde.
No entanto, deve-se guardar somente o que realmente é importante e pode ser útil mais tarde.
Há um conceito de que a desordem instiga a criatividade, o que não é verdade. Segundo o “Wall Stret Journal” as pessoas passam em média 6 semanas por ano procurando coisas no escritório.
Além de a ordem ajudar no acesso às informações de maneira rápida, possibilita um ambiente confortável, e isto ajuda a aumentar a produtividade.

Para trato dos papéis, usa-se o sistema de bandejas, sendo uma para entrada de documentos, uma de pendências e outra para saída.

Entrada: assuntos novos; materiais ainda não analisados a serem tratados.
Pendências: aqueles que não podem ser resolvidos de momento; não podem ficar mais de 24 ou 48 horas pendentes.
Saída: assuntos resolvidos, aqueles que já podem ser arquivados ou eliminados.

Outro ponto crucial é a eficiência, eficácia e rapidez no trabalho, é necessário ter-se todo o material, ferramentas funcionando perfeitamente e saber-se utilizá-los. Esses materiais vão desde clipes, grampeadores e tesouras até copiadoras, fax e computadores. É sempre bom manter-se atualizado acerca de novas ferramentas de trabalho que surgem.
Arquivos

Os arquivos devem estar divididos em arquivos de trabalhos do momento, arquivos de referência e arquivo morto.

Arquivo de trabalho do momento: São aqueles em que se trabalham nos projetos atuais. Devem estar sempre à mão, de fácil acesso como telefones, códigos, política da empresa, endereços, etc. Depois de serem discutidos (reuniões), há os arquivos de rotina e os de acompanhamento que devem ser divididos de 1 a 12 (representando os meses) e outra parte de 1 a 31(dias); Nestes devem ser colocados aqueles trabalhos diários, substituindo-se lembretes escritos em papéis por anotações na agenda e colocam-se cada arquivo no dia correspondente do mês a ser tratado.

Arquivos de referência: São os projetos futuros e passados, informações sobre os recursos da empresa, informações sobre o pessoal, dados administrativos, verbas, contas de clientes. Procura-se guardar o que é necessário e, se for possível, entregar documentos a outras pessoas que seja mais conveniente.

Arquivo Morto: Normalmente, arquivos de até três anos, para fins jurídicos e tributários da empresa. Para os arquivos eletrônicos, é muito útil distribuí-los em pastas a serem criadas por categorias, de acordo com o tipo de arquivo e o tipo de aplicativo existente.

As mensagens do correio eletrônico devem ser filtradas logo na tela, selecionando os relevantes, apagando as mensagens inúteis e se for realmente preciso guardá-las. Porem as que não precisarem ser guardadas devem ser logo apagadas para que não fiquem ocupando espaço.
ORGANIZE SISTEMAS DE Follow-up EFICIENTES
Porque ter lembretes sempre à frente, não vai necessariamente nos levar à concentração, ao foco e à produtividade. Se esses lembretes ficarem pendurados durante um determinado tempo, você não os verá mais. Olhá-los e não tomar uma atitude em relação a todos eles, reforça um hábito: NÃO FAÇA AGORA.
Coloque em prática sistemas simples, que permitem superar esses problemas e fazer o trabalho realmente importante.
Transfira seus papéis para um arquivo que lhe permite agendar material, através de lembretes, de acordo com o dia: - (1 a 31) ou por mês (de 1 a 12). Se você envia uma carta e espera resposta em uma semana, coloque o lembrete com uma cópia da carta que irá lembrá-lo de que precisa falar novamente com o cliente.
Também poderá consolidar todas as pequenas tarefas em um caderno de registros o que elimina a necessidade de pequenos pedaços de papel. Use quando você se lembrar de algo e precisa um lugar para escrever. Mantenha nele um diário de atividades em ordem cronológicas. Você deve datar cada um dos registros. Escreva em letras grandes e separe cada registro. Quando concluir uma tarefa, faça um (X) grande sobre ela. Até criar o hábito, deixe-o sempre em cima de sua mesa.
No sistema de agenda, como são datadas, elas prevêm as necessidades futuras e você pode utilizá-las, como um sistema linear de lembretes. A boa regra para qualquer sistema de agenda é você escolher um sistema para mesa com várias seções e características, ou uma de bolso. Utilize agenda que tenha a função de visão rápida da semana. Aprenda a utilizar todos os recursos do seu sistema de agenda.
Existem sistemas de agendas eletrônicas portáteis que podem nos fornecer uma grande quantidade de informações. Qualquer que seja o tamanho existe alguns inconvenientes. Um sistema/agenda do tamanho da palma da mão pode ter um teclado difícil de trabalhar. Existem programas com várias funções que você pode utilizar para fazer anotações rápidas e depois revisar e ajustar como acontece quando você planeja no papel.
Muitas pessoas combinam os sistemas de agenda de papel e eletrônica, que pode imprimir a sua agenda em qualquer tamanho e você poderá levar o impresso ao invés do computador.


Quanto tempo para cada atividade?

Aumentar, manter ou diminuir o tempo gasto em cada atividade?
Em pesquisa realizada com mais de 1000 executivos em 10 países, os professores Cooper e Arbose constataram que os fatores que mais contribuem para o “stress” gerencial são:

Falta de tempo para cumprir prazos;
Carga excessiva de trabalho;
Subordinados mal treinados;
Horas de trabalho além do normal;
Participação em reuniões;

O tempo é um recurso impossível de ser recuperado depois de gasto.
Administração do tempo: quem pode ajudar?

ASPECTOS ESTRATÉGICOS

Ao implantar qualquer idéia/sugestão para racionalização do uso do tempo, procure:
Mostrar à outra parte envolvida;
Negociar com sua chefia apoio para as mudanças;
Explicar, antes de aplicar qualquer medida;
Implantar as idéias gradualmente, evitando a tentação de implantar 10 ou 20 sugestões;
Iniciar pela idéia/sugestão;
Ser flexível, evitando radicalismos;
Ter persistência; isto é fundamental;
Evitar qualquer juízo de valor sobre a utilização do tempo pelos outros;
Respeitar o tempo do outro.
ASPECTOS TÁTICOS

O CHEFE

Se for interrompido pelo chefe proceder assim: “Fulano, você pediu para eu ir até aí agora, mas estou com sicrano”;
Marcar 2 ou 3 contatos em horários predeterminados com seu chefe toda semana;
Manter o chefe informado do progresso dos seus esforços na administração do seu tempo;

SUBORDINADOS

Solicitar a seus subordinados que, junto com os problemas, tragam também alternativas de solução;

SECRETÁRIA

Definir dois momentos diários para despacho com sua secretária;
Solicitar a ela que coloque por escrito e arquive toda instrução sua;
Pedir que a documentação lhe seja entregue empilhada e arrumada, colocando na parte superior o que for mais importante;
Instruir sua secretária para interrompê-lo o mínimo necessário e sempre através de bilhetes.

CLIENTES
Reservar horário pré-determinado para atendimento de clientes;
Definir previamente, de comum acordo com os clientes, o momento do “início” e “término” de cada entrevista, reunião etc..

Marcar contatos sociais ou pessoais com clientes para o horário de almoço.

Agenda de tempo:

A organização do trabalho e a distribuição das tarefas diárias podem ser melhor efetuadas utilizando-se uma agenda de tempo.

Filtra-se todo o material de entrada (papéis, correio eletrônico, correio de voz, ligações), dedicando-se um tempo definido para tratar deles.

Deve-se dividir o dia de trabalho em lotes, criando-se blocos de tempo com horários definidos, ou seja, reservar horários fixos todos os dias para tratar do correio eletrônico, das ligações, dos papéis, etc.
Telefonemas em lotes:

Criar uma rotina de atender à ligações em horários curtos todos os dias, fazendo com que as outras pessoas possam também se habituar a ligar sempre nos mesmos horários. Uma mensagem de correio de voz indicando o seu tempo disponível e solicitando uma escolha por parte de quem liga, pode auxiliar em muito.

Correio Eletrônico:

Como o fluxo de informações via correio é maior e mais variado, pode-se reservar dois horários durante o dia para cuidar dele, sempre lembrando-se de eliminar a mensagem, se possível, assim que terminar de lê-la (tratá-la). É de fundamental importância que se passe mensagens claras e objetivas, não enviar mensagens para muitas pessoas incidindo em muitas respostas também e não tratar mais de um assunto por mensagem, para deixá-la mais clara.

Recomendo as seguintes regras ao enviar mensagens:

Discuta um assunto por mensagem.
Defina claramente o tópico no cabeçalho.
Crie uma mensagem curta, mas que inclua todas as informações necessárias para que o receptor possa tomar uma atitude ou responder.
Os programas de correio eletrônicos têm funções de bloqueio para mensagens indesejadas, quando for o caso, peça ao remetente para retirar seu nome da lista de e-mail ou simplesmente bloqueie a mensagem a partir do programa.

Não deixe para depois para tomar uma atitude em relação à mensagem. A regra é Faça Agora ou Exclua Agora. Não trate a mensagem logo que ela chega, ao invés disso trate as mensagens em bloco para ser mais eficiente. Caso a mensagem seja interessante crie pastas por assunto e transfira-as para lá ou exclua-as.

Quando se faz algo corretamente, evita-se que outras pessoas interrompam o trabalho das outras para corrigir os erros. Da mesma forma, as mensagens e telefonemas devem ser claros para que não haja a necessidade de uma nova comunicação para tratar do mesmo assunto.
É preciso dizer não!

Dizer não poderá causar algumas conclusões negativas, mas também poderá trazer grandes benefícios, por exemplo:

Ganhar tempo;
Definir claramente situações;
Manter prioridade;
Economizar esforços.

É preciso saber o momento certo para dizer não, porque existe vários significados do “NÃO”, mas se for preciso dizer não, diga.

Quando dizer não

O NÃO é indicado quando:

A atividade é estranha ao plano estratégico da empresa;
Há outra prioridade mais importante;
O esforço relativo à execução da atividade na compensa o resultado;
A atividade aumenta o custo, sem trazer o benefício correspondente;
A atividade diminui o lucro, sem trazer contrapartida positiva.
Planejamento:

Um planejamento permitir obter-se uma visão geral do trabalho a longo prazo, definindo as principais metas e objetivos.

Primeiramente, cria-se um planejamento mensal onde aparecerão todas as tarefas, semana a semana a serem desenvolvidas no mês.

A partir daí, cria-se um planejamento semanal, voltado para as atividades principais da semana nos seus respectivos dias e horários reservados para execução. Da mesma maneira é que se chega, por fim, ao planejamento diário.

Um planejamento para desenvolvimento dos projetos consiste em dividir cada projeto em etapas, constituindo tarefas menores e definir quem as executará e quanto tempo terá para fazer, não se esquecendo da importância do acompanhamento.
Bons hábitos de trabalho

Para um bom desempenho do trabalho, cada pessoa deve definir quais são seus planos, metas pessoais e valores, cruzá-los com os objetivos da organização e realmente se engajar no projeto da empresa, podendo visualizar melhor o futuro.

Persistir e atualizar-se observando os pontos ainda falhos que podem ser melhorados.

Nunca se deve confiar inteiramente na memória, até mesmo para não sobrecarregá-la.

Para isso devem-se eliminar os pequenos lembretes que as pessoas costumam usar, pendurados aqui ou jogados ali e substituí-los por um caderno de lembretes, sempre acessível, que permite um melhor acompanhamento daquilo que já foi ou será feito.

Porém, o uso de uma agenda ainda é indispensável, podendo-se encontrar tipos e sistemas de agenda que melhor se enquadrem no gosto pessoal.

Mesmo com as agendas eletrônicas, não se perde a importância do uso de uma de papel, pois não são todas as agendas eletrônicas que são portáteis ou práticas para carregar.
Delegação

A pessoa mais apropriada para se delegar uma tarefa não é aquela que não faz nada, porque provavelmente continuará a não fazer.

A delegação consiste na escolha da pessoa apropriada para se delegar a tarefa, informá-la com clareza acerca da execução, dar o tempo suficiente para realização.

Atribuir novas responsabilidades e dar crédito às pessoas não faz com que o delegante perca o seu posto, mas sim possa ser visto como um bom organizador.


Ordem – 4 “S”

1. Sei-ri: Organização
2. Sei-ton: Ordem
3. Sei-kez: Asseio
4. Sei-sou: Limpeza

A organização é fundamental para um bom desenvolvimento do trabalho.

Uma padronização do sistema de trabalho e arquivamento (principalmente em locais onde há rotatividade de funcionários) permite o fácil acesso a materiais por outras pessoas que precisem acompanhar certos trabalhos.

Assim, deve-se tomar uma pessoa como referência exemplo e buscar-se a melhora a cada projeto, aperfeiçoar-se.


Gerência peripatética

O termo decorre do modo aristocrático de ensinar caminhando.

Um gerente deve estar sempre por perto de seus subordinados para estar a par dos acontecimentos, identificar os problemas, dar auxílio e acompanhar o trabalho, pois assim não será interrompido em má hora, nem terá de enfrentar de uma vez grandes problemas decorrentes de outros menores não resolvidos nem problemas no processo de trabalho, estando a par das reivindicações imediatas e atendendo-as.
Um decálogo contra a patologia burocrática

Um dos fatores de desperdício de tempo é o excesso de documentação.

Tenha pouco papel sobre a mesa, o papel só faz tomar mais seu tempo. A melhor maneira de se comunicar é OLHO A OLHO.
Sugestões de administração do tempo

Respeite o tempo do seu cliente;
Confirme as visitas por telefone;
Elimine a “visita inesperada” - para sempre!;
Dê ao seu cliente uma estimativa da duração da entrevista;
Planeje i seu tempo para quando o cliente desperdiçar o dele;
Fale com quem toma decisão;
Aproveite bem seu tempo de viagem/deslocamento;
Desenvolva hábitos saudáveis da venda;
Trate do mesmo assunto com vários clientes, ao mesmo tempo;
Divulgue o material sobre administração do tempo;
Identifique os melhores dias para contatos comerciais.
Em que usar o tempo ganho?

Saber administrar o tempo nos torna mais eficaz, podendo assim ter mais tempo livre. Mas se você não sabe como usar esse tempo livre, tudo que você aprendeu até agora de nada valerá.

MUDANÇA CONTÍNUA

A melhoria contínua se resume em mudanças constantes. As pessoas têm dificuldade em lidar com mudanças.Os gerentes mais eficazes preferem que o seu pessoal se envolva com o trabalho. É difícil lidar com a mudança contínua se as metas pessoais e os resultados finais desejados não forem expostos com clareza e revistos periodicamente. Do ponto de vista do PEP (Programa de Eficiência Pessoal) a melhoria da qualidade possui três ingredientes principais:

Identifique o que precisa ser melhorado
Planeje atitudes para melhorar
Leve os planos adiante


METAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS

O item de maior importância na Administração do Tempo é, sem dúvida o estabelecimento de metas. Saber para onde se quer chegar é primordial para orientar todas as decisões de nossas vidas. Um velho provérbio diz: "Se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho fará com que você chegue lá.", porém é ai que está o problema. Quem não sabe o que realmente é importante fica sempre "dando voltas" gastando esforços, sem saber a direção.

Quem tem metas definidas consegue direcionar ações e esforços, e todas as suas atitudes possuem um propósito, o de alcançar a meta definida.

A meta é a visualização de um alvo.

A meta é o significado e o sentido da vida e é nela que está a felicidade e o prazer do trabalho.

Lembre-se sempre: As metas devem ser SMART.

eSpecífica
Mensurável
Alcançáveis
Representarem um desafio pessoal
Temporais
"tempos e movimentos"
Bibliografia:

GLLESON, Kerry. O programa de experiência pessoal. São Paulo, ed. MakronBooks,1994,
trad. Eliane Ranner.

JUNQUEIRA, Luiz Augusto Costacurta. Administração do tempo, Rio de Janeiro,
COP Editora,1992. 5ªedição.
Pesquisa na Internet www.viasoft.com.br/framg.html

Fonte de Pesquisa deste artigo : http://www.geranegocio.com.br/ 30/01/01

Publicado: Grupo REAGE

Publicado: http://teoriaadministracao.blogspot.com

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Conhecimento ou Competência

Até duas ou três décadas atrás, o amplo ou maior domínio de conhecimentos era o que mais se aspirava ou se pretendia, do ponto de vista cultural e profissional. Saber enciclopédico era uma qualificação que muitos gostariam de ter. Porque, cabe dizer, sempre foi muito valorizado pela sociedade.O mundo tem passado por grandes e rápidas mudanças, como sabemos e até pelos impactos que recebemos. Mas nem todas as mudanças são facilmente percebíveis ou se tornam claras para a maioria das pessoas.Uma delas é que o conhecimento está perdendo – não a sua importância – mas o seu poder quase absoluto. Divide agora esse poder com um outro fator recém chegado, moderno, que se chama competência.Como assim ?Quanto mais voltamos ao passado, menos a qualificação das pessoas era importante. Até porque as sociedades eram pouco desenvolvidas e havia nelas poucas organizações e, por conseqüência, poucas profissões. Praticamente só os artistas, os filósofos e as pessoas que adotavam carreira religiosa e militar tinham possibilidades de mostrar valores, que hoje chamamos de competências.Só com a chegada dos regimes republicanos e democráticos, e com o advento da era industrial – tudo isto acontecendo a partir do século XIX – a economia de mercado e o surgimento e fortalecimento de maior quantidade de profissões tornaram-se realidade. Mais recentemente, porém, surgiram três fenômenos que abalaram as sociedades, como um todo, e os negócios e atividades profissionais de modo especial. São eles: a globalização, a competitividade nos negócios e a rápida evolução das tecnologias.Por efeito deste conjunto de fenômenos, o conhecimento tem crescido quantitativamente – de forma impressionante, aliás – mas já não reina sozinho. Divide o trono agora com o fator competência. E a explicação é esta: num mundo cada vez mais exigente e mais competitivo, ter conhecimento só não basta. É preciso saber aplicá-lo. E saber aplicar conhecimentos, obtendo resultados, é o significado agora diferenciado e forte de competência.Competência é, portanto, um requisito da modernidade. E isto se aplica a todas as profissões e a todas as organizações.Agora começa a fazer mais sentido o velho ditado: "Quem não tem competência não se estabelece". E agora se pode afirmar que uma pessoa possa ter muitos conhecimentos, ter pós-gradução e doutorado, e ser incompetente. Se não souber aplicar seus conhecimentos e obter resultados como profissional empregado, como profissional autônomo ou como prestador de serviços a organizações.Conhecimento x informação x dado Aproveitando a oportunidade de abordar o fato de conhecimento ter repartido sua importância com o novo fator competência – cabe destacar ou lembrar aqui esta diferenciação e este sentido de hierarquia entre estes três elementos: conhecimento, informação e dado. O conhecimento é mais abrangente e mais importante, como regra geral, do que a informação. Conjuntos de informações compõem conhecimentos científicos, técnicos, organizacionais, etc. As informações, por sua vez, compõem-se de um ou mais dados. A menor parte, portanto, do conhecimento.Enio José de Resende possui graduação em Letras e Pedagogia, pós-graduação em Recursos Humanos e especialização em Desenvolvimento Organizacional. – Participou de mais de 100 programas de desenvolvimento profissional, 14 no exterior. Foi gerente e diretor de RH na Klabin (Divisão Cerâmica), Camargo Correa, Acesita e Norberto Odebrecht. – Atua como Consultor há 20 anos, tendo prestado serviços a cerca de 170 organizações. – Cerca de 1800 atuações como conferencista, palestrante e conduzindo programas de T e D. – É especialista em Gestão Integrada de R.H., Gestão por Competências, Remuneração Estratégica e por Competências, Gestão de Clima Organizacional, Planos de Carreira e Sucessão e Administração de Talentos. – É autor de 16 livros, sendo 7 sobre Competências, 3 sobre Gestão, 3 sobre Remuneração, 1 sobre Clima Organizacional e 2 sobre Cidadania.

FONTE: http://www.administradores.com.br

INTE MAIS

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Como vender para o chefe da tribo?

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não tiveram dificuldades em vender espelhos, roupas, apitos e ornamentos para os índios. Do contrário, ainda conseguiram ouro, pau-brasil e trabalho em troca. Pouco mais de quinhentos anos depois, diversos profissionais encontram dificuldades para vender suas idéias, projetos e planos para seus chefes, ou diretoria, na empresa.

Você conhece a frase: quem tem chefe é índio? A diferença entre líder e chefe é que o primeiro é escolhido e apoiado pelos liderados e seus pares, sendo um servidor que inspira e motiva a equipe, enquanto o chefe é escolhido pelo .chefe dos chefes., nem sempre apoiado pelos seus pares, e exerce seu poder de modo coercitivo. O problema é que ainda tem muitas tribos no ambiente corporativo e, em razão disso, precisamos aprender a vender para seus chefes. Então, eguem algumas dicas:

1- Tome o chá da competência, todos os dias. Você não deve perder tempo provando que seu chefe é um cacique incompetente. Prove que você já tem competência para desafios maiores. Os ingredientes desse chá são conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento é o seu capital intelectual. Invista nele. Treine e desenvolva suas habilidades como um atleta olímpico e tenha atitude para mudar seu futuro, ou mudar de tribo.

2- Desenvolva suas competências. Aprender, nunca é demais. Mas, nunca aprender é DEMAIS!!!! O que você já aprendeu hoje? Conheço muitos profissionais que têm a experiência de um ano, repetida 20 vezes, quando poderiam ter uma experiência de 20 anos. Não é o que você não sabe que causa problemas na vida. É o que você pensa que sabe.  Caciques não escutam curumins. Então, evolua e se torne um pajé.

3- Não tenha clientes, tenha fãs. Da mesma forma que sua empresa tem clientes, seu chefe também é seu cliente. Se você já desistiu da idéia de torná-lo seu fã, torne outros colaboradores e clientes da empresa seus fãs. Sua posição na tribo também depende de seu relacionamento dentro e fora da empresa. Afinal, todo fã é um cliente que comprará tudo o que você vender. Seus fãs, e não seu chefe, são os eleitores de seu sucesso.

4- Confiança não se vende, CONQUISTA-SE! Não fique aí sentado esperando que os outros confiem em você. Dê motivos e conquiste sua credibilidade. Nem prometa a dança da chuva, caso você não saiba fazer chover. Qual é seu posicionamento ético? Ética não é aquilo que somos ou fazemos quando estamos sendo monitorados, mas o que realizamos quando não tem ninguém nos observando.

5- Não seja um funcionário. Seja um(a) HOMEM (MULHER) DE NEGÓCIOS! Defina quanto você vai ganhar, tornando-se uma pessoa que consegue mais negócios e um maior retorno para o chefe, a empresa e, principalmente, os seus clientes. Atualmente, ser funcionário não funciona mais. Na tribo, ou você caça e pesca, ou você planta, ou faz artesanato. De algum modo deve mostrar resultados e gerar mais valor.

6- Encante seus clientes. Como você conseguirá fãs apenas satisfazendo seus clientes? Você deve surpreendê-los e encantá-los. Você precisará ser diferente, inovar e ser mais criativo. Ou você acha que, hoje, alguém conseguiria vender espelhos para índios? Comece re-inventando sua vida, re-inventando cada hora, minuto ou segundo de seu dia.

7- Venda o que eles compram. O que eles buscam? O pajé gostou da pólvora, o cacique dos ornamentos e as esposas dos vestidos. Difícil não é vender, é continuar vendendo!!! Clientes compram produtos quando se vêem desfrutando dos benefícios ao adquiri-los. E clientes só continuam comprando enquanto acharem que vale realmente a pena.

8- Descubra quem compra, quem influencia e quem decide. Em toda empresa você encontra esses personagens. Eles estão se perguntado:
Por que devo gastar dinheiro agora?; O que é que vou ganhar com isso?; e .O que perderei se não comprar?.. O bandeirante Bartolomeu Bueno conseguiu convencer o chefe da tribo Goiá a lhe mostrar o caminho do ouro, jogando aguardente no rio e fazendo-o queimar. Logo o chamaram de Anhangüera (Diabo Velho). Não peça aos santos. O chefe só escutará o Deus Tupã da empresa.

9- Forneça VALOR EXTRAORDINÁRIO que os clientes percebam. O valor está nos olhos de quem observa! Não foi à toa que os índios adoraram os
espelhos dos portugueses. Sua função é criar MAIS VALOR! Crie mais benefícios para ele e reduza o custo para adquiri-los. Não importa quão fantástico seja seu projeto, plano ou idéia. Enquanto o chefe não valorizá-lo, você não vende. Descubra o que ele mais valoriza.

10- Aprenda a negociar. Um .não. é uma posição de abertura da negociação. Não se desmotive com o primeiro, segundo ou terceiro... Não. Também evite cair na armadilha do preço baixo e da gambiarra. Busque uma relação ganha-ganha, justa e honesta. Valor é algo que não tem preço. Portanto, posicione-se sempre em termos de valor e seja um cacique melhor que seu atual chefe.

Que Tupã lhe proteja!!!

Anônimo

Adm.: R A P

sábado, 20 de outubro de 2007

Meu primeiro artigo publicado!!

Função gerencial em Shopping Center: ação, devoção e desilusão
Publicado na Revista Organização & Sociedade, O&S, qualificada como "A Nacional" pelo Qualis da Capes, o artigo "Função gerencial em Shopping Center: ação, devoção e desilusão.
O objetivo deste artigo foi refletir sobre a função gerencial em shopping centers - SC - enfocando as exigências específicas sobre os profissionais nesse contesto do comércio varejista.
A discussão conceitual acerca de tal função foi elaborada a partir de três dimensões: ação, devoção e desilusão. Foi elaborado uma pesquisa com 20 gerentes comerciais em cinco SC de Belo Horizonte/ MG, com uma abordagem essencialmente qualitativa, cujo principal instrumento de coleta de dados foi a entrevista com roteiro semi-estruturado.
Os dados foram apresentados, analisados à luz da técnica de análise de conteúdo e ilustrados com fragmentos das entrevistas. Do ponto de vista da "ação", levantou-se dúvidas acerca da possibilidade efetiva que o gerente apresenta de promover o fortalecimento de seu espaço e de seu escopo de trabalho no referido ambiente. Quanto à "devoção", as relações desenvolvidas pelos entrevistados mostraram-se como um emaranhado de demandas a ser destrinchado diariamente. Por fim, suas "desilusões" referem-se as expectativas e frustrações relacionadas a status, realização profissional e poder, denotando relações ambíguas, fragmentadas e controversas.
Dessa maneira, pelo menos para eles, o SC não é o "mundo perfeito" retratado por outros autores sociais em outras pesquisas.
Foram feitas sugestões para pesquisas futuras.
Esta pesquisa teve inicio no segundo semestre de 2004, em um projeto acadêmico realizado por mim, por minha amiga Magna E., Gizelle de S. (membro do NURTEG) e pela professora Kely P. , ao longo dos estudos o trabalho foi ampliado por meio de mais entrevistas e a estrutura conceitual foi-se sofisticando; o estudo ganhou outra dimensão e foi discutido em outros fóruns como o XI Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia Clínica II de B.H., realizado pela Fafich/ UFMG em abril, e o I Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho da ANPAD, realizado em junho na cidade de Natal.
A vesão final do artigo agora na O&S é o resultado de um esforço coletivo no interior da faculdade, demonstrando assim, pelo conceito da lei da atratividade que pessoas objetivadas conseguem feitos notáveis.

PARÁBENS À TODOS!!!

http://www.unihorizontes.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Entrevista para emprego agora tem pegadinha e pergunta pessoal

Qual o melhor profissional para sua empresa, de acordo com a matéria publicada dia 12/08/2007 08:02:57 - Jornal A Gazeta
De autoria de: Milena Murta

Não se assuste se na sua próxima entrevista de emprego, o examinador perguntar porque você terminou o seu último relacionamento amoroso. Questões que envolvam comportamentos pessoais e éticos estão cada vez mais presentes nos novos processos de seleção. Para muitas, agora, o que importa é saber primeiro quem você é, e não o que você sabe.

Em conseqüência, as entrevistas estão maiores, com mais etapas e bem mais específicas. Tudo isso em função do mercado de trabalho que lança jovens cada vez mais competitivos e preparados. "Tivemos que desenvolver formas mais apuradas de selecionar os candidatos certos. tem muita gente no mesmo nível técnico", disse a psicóloga e chefe da divisão de desenvolvimento do Grupo DM-Recursos Humanos, Paula Oliveira.

As seleções mais profundas e exigentes têm também outro motivo: agora, com o acompanhamento direto de acionistas, a queda nas contratações e os cortes de despesas, nenhum administrador pode se dar ao luxo de contratar a pessoa errada.

De acordo com o especialista de Recursos Humanos e diretor regional da Catho, Elias Gomes, as empresas passam por uma nova fase em seus departamentos de recrutamento e seleção: "Eles estão de olho naquelas pessoas que têm diferencial. Para encontrá-las, é preciso filtrar bastante e escolher os que, além de bons. são adequados para a vaga."

Outra característica deste novo momento nos departamentos de recursos humanos é a chamada "gestão por competência". Os candidatos são entrevistados e avaliados também pela integridade ética. "Por isso as perguntas são inusitadas e até pessoais", acrescentou Paula.

E como estar preparado para este novo tipo de seleção? Os especialistas garantem que diferentemente do que acontecia antigamente, quando manuais e apostilas ensinavam o que os entrevistadores queriam ouvir, se preparar hoje é sinônimo de estar tranqüilo. "É importante estar seguro do que você quer. Não adianta se candidatar a uma vaga que não tenha seu perfil", disse Paula Oliveira. Ela acrescenta que, nas novas entrevistas, três pontos básicos são checados: conhecimento técnico, comportamento e raciocínio.

Erros do passado ainda se repetem

Mesmo com a evolução nas formas de entrevistar, especialistas lembram que muitos comportamentos considerados errados antigamente continuam freqüentes. "Ainda encontramos candidatos que chegam atrasados para a entrevista, não desligam o celular e até destratam funcionários, por exemplo", disse a psicóloga Sharla Bitencourt.

Outro erro considarado muito comum é não se informar sobre a cultura da empresa antes da entrevista. "Muitas pessoas chegam totalmente desinformadas, não conhecem a estrutura de onde pretendem trabalhar", acrescentou Sharla.

A psicóloga lembra também que características como boa articulação, saber falar e trabalhar em grupo, respeitando as diferenças, serão sempre um "passo a frente" em qualquer processo de seleção. "Não é porque a forma de entrevistar mudou que os examinadores deixam de ver isso", disse.

De uma forma geral, para os especialistas, uma dica importante é se conscientizar de que ter apenas capacidade não garante mais vaga de ninguém, como acontecia antigamente. Hoje é preciso ser competente, mas em vários aspectos.

Dicas

Veja o que os especialistas indicam para se dar bem nas novas entrevistas de emprego:

1 Não queira parecer íntimo do entrevistador – comunique-se naturalmente. Esqueça as respostas prontas e decoradas.

2 Tenha opinião sobre os assuntos. É frustrante quando o candidato fica em cima do muro.

3 Estude tudo que puder sobre a empresa. Consulte a internet e veículos especializados.

4 Se o entrevistador der espaço, mostre interesse fazendo perguntas pertinentes.

5 Fique atento. Saiba que você será avaliado pelo raciocínio usado para responder às perguntas.

6 Procure usar roupas adequadas, sóbrias, com as quais se sinta bem.

7 Nunca, jamais, em hipótese alguma minta durante a entrevista. Seja você.

8 Aprenda a controlar a sua ansiedade. Até um telefonema para saber como anda o processo de seleção pode te prejudicar.

9 Procure lembrar da sua história profissional. Resgate os momentos de sucesso e de fracasso em outras empresas.

10 Você está sendo observado o tempo todo, portanto nada de brincadeirinhas ao lidar com concorrentes.
Bom emprego!
 
 
 
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Obsolescência programada... que bicho é este???

Podemos entender a obsolescência programada, partindo da origem das próprias palavras. Sendo obsolescência uma palavra derivada de obsoleto (desuso, demodê - algo que não se usa) e programado (Verbo - programar - efetuar ação a curto ou longo prazo). Portanto, obsolescência programada significa a contextualização que determinado produto e/ ou serviço se tornará obsoleto após uma determinada programação.
Esta questão é delicada. E para caráter de aprendizagem do termo foi criado um exemplo fictício de obsolescência programada.
Imagine que você seja dono de uma empresa de lâmpadas, em sua linha de produção são produzidas 1000 lâmpadas que duram 6 meses, sua área de Planejamento e Desenvolvimento elaborou lâmpadas que se queimam após 3 meses de uso, desta forma simplista, seu faturamento aumentaria, pois em primeiro momento existe a necessidade do seu cliente pelo produto lâmpada e em segundo na ausência de uma vende-se outra... e outra.
Todavia, ao agir desta forma, como ficará a imagem da sua empresa diante do mercado e da sociedade que busca e exige altos padrões de qualidade?
A obsolescência programada é uma arma que destrói a imagem da organização a medida que é descoberta por seus clientes. O cliente não é bobo e não existe mentira que não se sucumbe a verdade.
O fato é que isto existe e é praticado por várias organizações, cabendo a sociedade e aos orgãos fiscalizadores difundirem estes acontecimentos em escala global, pois o direito so não socorre a quem dorme!
Pense nisto!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Feche sua empresa e abra um negócio


Aula - Globalização 13/08/07 - Video
Com toda a certeza, Edison não inventou a lâmpada estudando como funcionava a vela, e nem o carro foi criado a partir do funcionamento da carroça. Enfim, as coisas novas não são feitas tendo por base as coisas velhas. E, em matéria de empresa, se você quiser ver alguma coisa nova, não vá a empresas velhas, pois museus não têm novidades para os visitantes.
A idéia aqui é que você terá de fechar, na sua cabeça, a empresa que você conhece e começar tudo de novo, pois “a empresa tem de ser transformada em uma casa de negócios”. E não será com base na empresa velha que seremos capazes de fazer algo totalmente novo.
O que é uma casa de negócios? “É um grupo de pessoas que vivem do mesmo negócio” e, por isso se unem todos os dias para realizar negócios. Dito de maneira diferente: “Uma casa de negócios não é um agrupamento de pessoas que se reúne todos os dias em um mesmo local para cumprir obrigações funcionais”, porque isto é empresa e não uma casa de negócios.
Por que as empresas, tal qual conhecemos, não são casas de negócio?
Porque, com o tempo, elas foram desviadas do seu objetivo maior que é fazer negócios e sendo tratadas como entidades existentes para a realização de outros interesses. Isto é, na medida em que foram se complexando e se tornando mais fortes como entidades, foram também voltando para si mesma e se tornando um fim em si mesma. Isto é totalmente errado, pois elas não existem para si mesma, ou para realizar algo para si mesma. Elas existem para o mercado, para os clientes e para realizar algo de útil para eles.
Na empresa, tal qual conhecemos, as pessoas trabalham NA. Pergunte a qualquer pessoa: “Onde você trabalha?" E ela responderá: “Eu trabalho NA empresa tal”. Ninguém lhe responderá: “Eu trabalho PARA a empresa tal”. Na cabeça das pessoas, a empresa é do dono, do chefe, do diretor etc, não é delas. Por que isto é assim? Porque perdemos “o foco”. Ninguém (ou quase ninguém) tem a consciência clara de que vive dos negócios que se realizam e não da empresa em si.
Quem sustenta a todos? A empresa? Ou os negócios? Portanto, o importante não é a empresa, mas, sim, os negócios. A empresa nada mais é do que um meio, uma forma encontrada para a realização desses negócios.
Outra pergunta básica e importantíssima para fazer a grande transformação: “Qual é o seu negócio?” Qual é a sua empresa você sabe, mas você seria capaz, neste momento, de definirem 10 palavras apenas qual é o seu negócio?
A partir do momento em que houver a consciência em todos de que todos dependem da mesma “coisa” (negócios), e não da empresa, todos terão (serão obrigados) de se voltar para fora da empresa e ver no cliente a razão de tudo o que é feito. Mais do que isso, todos terão consciência de que tudo o que se faz é para o cliente e não para a empresa, e muito menos para si mesmos.
Você quer definir qual é o seu negócio? Então procure responder em até 10 palavras a seguinte pergunta: “Qual é a expectativa maior dos seus clientes?” Se você for capaz de fazer isto, todas as pessoas que vivem dos mesmos negócios terão que se unir em torno dessa verdade, como também todas as ações que passarem a ser praticadas terão de ser coerentes com ela. Ela terá que ser a grande verdade de todos e de tudo.
Não será apenas com treinamentos que faremos surgir esta nova entidade chamada “casa de negócios”. O que precisa ser mudado totalmente é a cultura e a visão de todos para esta nova realidade.
Outra questão básica: “Qual é o endereço da sua empresa?” Tenho absoluta certeza de que você sabe. Então me diga: “Qual é o endereço do seu negócio?” Você, talvez, ache que é o mesmo, e é aí que está outro grande equívoco. O endereço da sua empresa é “A cabeça dos seus clientes”. É na cabeça deles que você tem de “abrir as suas filiais”. Não é na sua empresa que você ganha dinheiro; não é na sua empresa que você realiza lucros, mas, sim, na cabeça de quem usa os seus produtos e/ ou serviços.
E aí, vêm por consequência, outras importantes questões: “quanto você já gastou para ter a sua empresa?”, “Quanto você investe para realizar mais e melhores negócios?”, “De que adianta todos os desgastes vividos no dia - a - dia, se eles não nos levarem à melhoria da nossa capacidade de aumentar os nossos negócios?”. Temos de continuar praticando e respeitando aquele célebre raciocínio: “Custos/ benefício”. Só que, para passar a ter uma casa de negócios, você terá de fazer também o inverso, ou seja, terá de passar a praticar e respeitar o oposto, ou seja: “Benefícios/custo”. Caso contrário, você continuará tendo e administrando apenas uma empresa e não terá nunca a visão voltada para fora.